Ter o carro parado de repente na BR-153, uma das rodovias mais movimentadas que cortam Goiânia, é uma situação que gera nervosismo. A boa notícia é que saber exatamente o que fazer nos primeiros minutos reduz muito o risco — para você, para os passageiros e para os outros motoristas. Neste guia, reunimos o passo a passo recomendado por instrutores de direção defensiva e adaptado à realidade do trânsito da região.

1. Reduza com calma e tire o carro do fluxo

Ao perceber qualquer falha — perda de potência, luz de alerta no painel, ruído estranho ou superaquecimento — não freie bruscamente. Reduza a velocidade de forma gradual, sinalize e procure o acostamento. Em trechos urbanos da BR-153, próximos ao Anel Viário e à saída para Aparecida de Goiânia, o tráfego é intenso e parar na faixa de rolamento representa risco alto de colisão traseira.

Se o carro morreu e não dá para chegar ao acostamento, mantenha a calma: ligue o pisca-alerta imediatamente e, com segurança, tente empurrar o veículo para a margem com ajuda, sempre olhando o fluxo atrás.

2. Sinalize antes de qualquer outra coisa

A sinalização é o que evita um problema mecânico de virar um acidente. Assim que o carro estiver parado:

  • Ligue o pisca-alerta;
  • Posicione o triângulo de segurança a cerca de 30 passos atrás do veículo (mais distância se for em curva ou lombada);
  • À noite ou com chuva, mantenha as luzes acesas para aumentar a visibilidade;
  • Use colete refletivo ou roupa clara ao sair do carro.

Saia sempre pelo lado oposto ao tráfego, geralmente a porta do passageiro quando o carro está no acostamento à direita.

3. Avalie o problema com a cabeça fria

Antes de decidir o que fazer, identifique o tipo de pane. Alguns imprevistos têm solução rápida no local; outros exigem reboque para não agravar o dano:

SituaçãoCostuma resolver no local?
Pneu furado com estepe em bom estadoSim, com segurança
Bateria descarregadaÀs vezes (chupeta/carga)
Pane seca (falta de combustível)Depende do socorro
Superaquecimento do motorRisco alto — geralmente guincho
Falha elétrica ou mecânica graveExige guincho

4. Quando vale a pena chamar o guincho

Se o carro não liga, apresenta vazamento, fumaça, cheiro de queimado ou qualquer falha que comprometa a dirigibilidade, não insista em rodar. Forçar o veículo nessas condições pode transformar um conserto barato em um prejuízo grande — um motor que superaqueceu e continuou rodando, por exemplo, pode fundir.

Nesses casos, o caminho seguro é acionar um serviço de reboque que atenda a região. Ao ligar, tenha em mãos três informações que agilizam a chegada: o quilômetro e o sentido da rodovia, um ponto de referência próximo (posto, viaduto, saída) e o tipo de veículo e do problema.

5. Aguarde em local seguro

Enquanto espera o socorro, o mais seguro costuma ser ficar fora do veículo e afastado da pista, atrás da defensa metálica quando houver. Evite permanecer sentado dentro do carro parado no acostamento, especialmente em trechos de alta velocidade. Mantenha o celular carregado e à mão.

Dica de segurança: nunca tente atravessar a rodovia a pé para buscar ajuda. Aguarde o socorro chegar até você.

Documentos e seguro

Se você tem seguro com assistência 24h, verifique a cobertura antes de acionar um guincho particular — muitas apólices já incluem reboque até determinada quilometragem. Tenha o número da seguradora salvo no celular. Caso não tenha cobertura ou ela seja insuficiente para a distância, uma empresa de guincho local resolve o transporte até a oficina de sua preferência.

Resumo

Parar na BR-153 não precisa virar um perigo. Priorize a sinalização, avalie se o problema tem solução no local e, na dúvida sobre a parte mecânica, prefira o reboque a arriscar uma falha maior. Com calma e os passos certos, você protege a si mesmo, os outros motoristas e o seu carro — e ainda evita um prejuízo desnecessário.